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    Correio sentimental

    26 junho, 2005
    Da Miquelina para o Constantino
    Constantino,

    não me recordo da tua cara, da cor dos teus olhos. No passado sábado, saíste antes de eu acordar. Mas deixaste uma impressão funda no meu corpo.
    Não esqueço que me alagaste o corpo com os teus braços, as tuas mãos, os teus dedos. Tão pouco esqueço o modo rude e bruto como me envolveste em ti, me apertaste e roubaste o fôlego, como rasgaste o meu vestido de cerimónia.
    Neste momento, são dois os meus desejos, os maiores da minha vida. Tornar a estar contigo, para ficar com memória da tua face. E esperar que voltes a afundar a tua virilidade em mim. Incendeia-me o desejo, a vontade de ti.
    Por isso, rogo-te, Constantino, regressa a mim. Por uma vez que seja. Para eu ficar a saber quem és e quem foi que me arrastou para o pecado. Sei que sabes onde encontrar-me. Comparece-me. Quero rebolar contigo. Quero muito. Leva-me contigo para o êxtase. Sou e quero ser tua. Quero de modo arrebatador.
    12 junho, 2005
    O sol nas noites e o luar nos dias
    De amor nada mais resta que um Outubro
    e quanto mais amada mais desisto:
    quanto mais tu me despes mais me cubro
    e quanto mais me escondo mais me avisto.

    E sei que mais te enleio e te deslumbro
    porque se mais me ofusco mais existo.
    Por dentro me ilumino, sol oculto,
    por fora te ajoelho, corpo místico.

    Não me acordes. Estou morta na quermesse
    dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
    nem teus zelos amantes a demovem.

    Mas quanto mais em nuvem me desfaço
    mais de terra e de fogo é o abraço
    com que na carne queres reter-me jovem.

    Natália Correia
    29 maio, 2005
    Amar dentro do peito...
    Amar dentro do peito...

    Amar dentro do peito uma donzela;
    Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
    Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
    Depois da meia-noite na janela:

    Fazê-la vir abaixo, e com cautela
    Sentir abrir a porta, que murmura;
    Entrar pé ante pé, e com ternura
    Apertá-la nos braços casta e bela:

    Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
    E a boca, com prazer o mais jucundo,
    Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:

    Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
    Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
    É este o maior gosto que há no mundo.

    Manuel Maria Barbosa du Bocage
    Do Josué para a Amélia
    Amélia, minha doce Amélia, já perdi a conta das vezes em que tentei alcançar-te.
    Não atendes o telemóvel, devolves as minhas cartas, ignoras a campainha,
    baniste-me do teu mensageiro electrónico, chegaste a chamar a Guarda Republicana
    para me encarcerar. Amélia, só não me dá o desgosto por te amar demais, por
    querer-te mais que todas as coisas deste mundo, por perder noites em branco com
    o pensamento em ti, por querer manter viva a chama que me liga à tua alma.
    Amélia, tu és a flor que falta no meu jardim, o teu cheiro a Primavera
    ultrapassa qualquer Barca Velha que o meu olfacto possa sentir, os teus seios
    são mais firmes, belos e estéticos do que qualquer obra que alguma vez o Siza
    Vieira possa idear. A tua voz deixa-me sem palavras porque é uma das ínfimas
    potencialidades das tuas cordas vocais. Amélia, contigo vou até ao fim do mundo,
    era capaz de me convencer que o Staline merecia o Nobel da Paz Póstumo, sou até
    capaz de aceitar a tua diferença. Amélia, não me interessa
    se mudaste o nome para Marcelino, porque se te amava antes sendo tu mulher,
    agora amo-te muito mais, depois da tua operação. Porque o verdadeiro amor não
    conhece barreiras, constrangimentos ou complexos dos sexos. Amélia ou Marcelino,
    tanto faz. És um ser como qualquer outro e mereces ser amado até à exaustão.
    Amo-te. Do teu eterno companheiro de copulação, Josué.
    27 maio, 2005
    Sedução

    almeida01
    Originally uploaded by odontogogo.
    Porque o Amor também se faz de ...

    Helena Almeida
    Lisboa (Portugal), 1934
    17 maio, 2005
    Fofinho...

    picture084
    Originally uploaded by odontogogo.
    É este o perfeito exemplo do que queremos que expressem....
    Bolero do coronel sensível que fez amor em Monsanto
    Eu que me comovo
    Por tudo e por nada
    Deixei-te parada
    Na berma da estrada
    Usei o teu corpo
    Paguei o teu preço
    Esqueci o teu nome
    Limpei-me com o lenço
    Olhei-te a cintura
    De pé no alcatrão
    Levantei-te as saias
    Deitei-te no banco
    Num bosque de faias
    De mala na mão
    Nem sequer falaste
    Nem sequer beijaste
    Nem sequer gemeste,
    Mordeste, abraçaste
    Quinhentos escudos
    Foi o que disseste
    Tinhas quinze anos
    Dezasseis, dezassete
    Cheiravas a mato
    À sopa dos pobres
    A infância sem quarto
    A suor, a chiclete
    Saíste do carro
    Alisando a blusa
    Espiei da janela
    Rosto de aguarela
    Coxa em semifusa
    Soltei o travão
    Voltei para casa
    De chaves na mão
    Sobrancelha em asa
    Disse: fiz serão
    Ao filho e à mulher
    Repeti a fruta
    Acabei a ceia
    Larguei o talher
    Estendi-me na cama
    De ouvido à escuta
    E perna cruzada
    Que de olhos em chama
    Só tinha na ideia
    Teu corpo parado
    Na berma da estrada
    Eu que me comovo
    Por tudo e por nada

    [António Lobo Antunes]
    08 maio, 2005
    Da Beatriz para o Cajó

    Cajó. Conheci-o há uma semana, no Gasolinas. Apresentou-me um prato de perceves e ensinou-me como comê-los. Uma arte para mim desconhecida, até então.
    Daí à pista de dança foi um salto. Uma noite inteira ao som do acórdeão de Telma Santos, em dança de roda, rodopios vertiginosos e voltas invertidas.
    Quando voltarei a encontrá-lo? Não sei. Se estiver a ouvir o programa, ele que telefone à Beatriz. Descobri uma tasca na Nazaré que tem uns perceves fantásticos.

    Beatriz,
    S. Marques da Serra.
    01 maio, 2005
    Do Rui para as dominadoras

    Olá, chamo-me Rui. Trabalho numa discoteca mas sinto-me muito só, apesar delas não me darem tréguas e de estar sempre rodeado. Quero uma relação séria que suporte a minha vertente criativa. Gosto de ser dominado! Contudo, a mulher ideal tem de ser muito feminina mas com pulso firme. Sendo assim, venho por este meio apelar a quem queira participal em momentos inesquecíveis.
    Quem partilhar o gosto do escuro mas também partilhar a cor da energia existente nestas trocas de experiências, não hesite em contactar-me para o e-mail correio-sentimental@hotmail.com.
    Gostava de terminar com uma frase de Francis Bacon: "torturar a natureza até que ela liberte todos os seus segredos".

    Beijos,
    Rui.
    All you need is love


    Este blog foi criado porque o amor está no ar. Existe para publicitar o conteúdo das cartas, dos postais, das folhas, dos guardanapos ou dos post-it perfumados e coloridos onde são inscritas as declarações de amor ou onde são feitos os pedidos de correspondência que se lêem, em voz alta e radiosa, na rúbrica «Correio sentimental», do programa radiofónico Ossos do Ouvido, emitido aos domingos, entre as 19.00 e as 21.00, na ABC Rádio (103.7 fm stéreo ou www.abcradio.com.pt).
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